Com o Pato Donald
Seu Victor, como seria conhecido, interrompeu as férias, mandou a família – a esposa Sylvana e os filhos, Roberto e Richard - de volta a Nova York, onde viviam, pegou um navio e veio conhecer o Rio de Janeiro. Mas achou que São Paulo tinha mais potencial para abrigar seus projetos. Ficou tão entusiasmado, que não voltou aos Estados Unidos nem para organizar a mudança. Enviou um telegrama pedindo que Dona Sylvana vendesse tudo, embarcasse em um navio com os 2 meninos, e se pôs a trabalhar com a energia inesgotável que se tornaria sua marca registrada. O próximo passo foi se instalar num escritório da Rua Libero Badaró. Seis meses depois, em julho de 1950, nascia a versão nacional do Pato Donald. As crianças brasileiras, que só conheciam os personagens da Disney pelo cinema, ficaram encantadas. Na seqüência, vieram muitas outras revistas – iniciando uma longa linha de publicações infantis que traria títulos memoráveis como “Mickey”, “Tio Patinhas”, “Luluzinha”, “Zé Carioca”, “Super Homem”, “Turma da Mônica”, “Menino Maluquinho” e “Recreio” – esta uma proposta inovadora que revelou vários futuros talentos da literatura infantil brasileira. |












